fronteiras
Eu sempre me moldei para ser quem eu achava que "era pra ser" de acordo com aqueles que eu gostava. Era a partir da perspectiva do outro que eu me fazia, apesar de no meu espaço sempre expandir-me em expressão, voz, nunca me detive. Fui me encontrando assim, e fazendo desses retalhos fui me moldando, escolhendo sempre o que fica e o que vai, escolho a delicadeza das flores perfumosas e amo, como amo seus espinhos. Busco no entanto minhas fronteiras que delimita quem sou, mesmo que isso esteja sempre a se formar, memória, o que deixo no mundo, constituição celular, um universo, o que determino, sim! muito além do que acham que sou. Na hora de me mostrar me perco, são tantos pensamentos, tantos sentimentos e ainda o que vão pensar depois, e as negações que sempre me arrodearam, concluo inconclusa. Submersa em falsidades e ilusões, me indago sobre tudo, ja não sei mais o que vejo, incertezas, incertezas, incertezas...agonias, medos.. onde está a verdade, o grande mistério do espírito, será que ninguém sente? ninguém vê? Não, eu não irei falar qualquer coisa, nem reclamar sobre tudo, me recuso !.!.! em silêncio fico e permaneço a amar, prefiro sentir, sentir tudo que há de bom, os raios solares, o vento.. assim me torno, à cada paço à desvendar-me, em natureza, descobrindo o meu valor, diante dos olhos do grande pai-mãe que me tem.





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